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Google Meu Negócio em Belo Horizonte: como aparecer no mapa

4 min de leitura

Quase metade das buscas feitas no Google tem intenção local — alguém procurando algo perto de onde está. Para um negócio em Belo Horizonte, isso significa que o Google Meu Negócio não é um extra do marketing. É, com frequência, a porta de entrada principal.

Este guia é sobre como o Google decide quem aparece no mapa, e o que dá para mexer.

Os três fatores que decidem quem aparece

O Google é razoavelmente aberto sobre isso. São três, e eles não têm o mesmo peso para todo mundo.

Relevância

O quanto o seu perfil corresponde ao que a pessoa buscou. Depende de coisas que você controla inteiramente:

  • Categoria principal — a mais importante e a mais errada. Voltamos nela adiante.
  • Categorias secundárias
  • Descrição do negócio
  • Serviços e produtos cadastrados

Perfil com a descrição vazia e uma categoria só está pedindo para perder para o concorrente que preencheu tudo.

Proximidade

A distância entre quem busca e o seu endereço. É o fator sobre o qual você tem menos controle — mas não é zero.

O que dá para fazer: endereço exato, com o pino do mapa no lugar certo, e área de atendimento definida quando você atende em domicílio. Um pino cem metros fora do lugar já muda com quem você compete.

Uma consequência prática que muita gente não percebe: em Belo Horizonte, buscas por bairro são reais. "Contador na Savassi" e "contador no Buritis" são disputas diferentes. Se você atende a cidade toda, vale ter conteúdo que mencione os bairros onde tem cliente — não como lista solta, mas como parte do texto.

Proeminência

O quanto o Google acha que você é conhecido. É a soma de:

  • Volume e qualidade das avaliações
  • Menções ao nome da empresa em outros sites, mesmo sem link
  • Consistência das informações — nome, endereço e telefone iguais em todo lugar
  • Links apontando para o seu site

Proeminência é a que leva mais tempo para construir e a que mais separa quem está no topo de quem está na terceira página.

O checklist do perfil que compete

Em ordem de impacto, pelo que a gente encontra medindo:

1. Categoria principal correta. Uma só, a mais específica que descreva o que você faz. "Restaurante" e "Hamburgueria" competem em buscas diferentes.

2. Pelo menos cinco fotos, atualizadas. Perfil com menos de cinco fotos é um dos itens do nosso diagnóstico, e vale 8 pontos. Foto da fachada, do interior, da equipe e do que você vende ou entrega.

3. Todas as avaliações respondidas. Todas, inclusive as boas. Avaliação sem resposta vale 10 pontos no diagnóstico e é o item que mais aparece.

4. Horário de funcionamento correto, inclusive feriados. O Google leva a sério: se ele manda alguém até sua porta e ela está fechada, ele aprende a mandar menos gente.

5. Publicação nos últimos 90 dias. Perfil sem post recente vale 7 pontos. Não precisa ser diário — precisa não estar parado.

6. Descrição preenchida, com o que você faz e onde atende, escrito para pessoa e não para robô.

7. Serviços cadastrados, um a um.

8. Telefone e site batendo com o que está no site.

O erro de nota que quase ninguém corrige

Nota abaixo de 4,0 vale 5 pontos no nosso diagnóstico, e é o número que mais assusta dono de negócio. Mas o problema raramente é a nota.

O problema é o volume. Um negócio com nota 4,9 e sete avaliações perde para um com 4,4 e cento e oitenta. O Google e o cliente leem a mesma coisa: um tem histórico, o outro tem sorte.

Pedir avaliação a cliente real é, com folga, a ação de melhor retorno no mapa. Não é sofisticado. É pedir, depois de entregar bem, e facilitar o link.

O que não fazer

Vale listar, porque circula muito:

  • Comprar avaliação. O Google detecta e derruba o perfil. O ganho é temporário e o dano não é.
  • Encher o nome da empresa de palavra-chave. "Padaria Silva — Melhor Pão de Belo Horizonte" viola as diretrizes e pode suspender o perfil.
  • Criar vários perfis para o mesmo endereço.
  • Endereço falso para aparecer em outro bairro. É o tipo de coisa que funciona até alguém denunciar.

Por onde começar esta semana

Se você fizer só três coisas:

  1. Responda todas as avaliações pendentes, hoje.
  2. Confira a categoria principal — e troque se não for a mais específica.
  3. Suba cinco fotos novas.

As três somam, no nosso diagnóstico, 23 dos 100 pontos possíveis. E não custam nada além do tempo.

O que a gente mede aqui

Cinco dos vinte e quatro critérios do nosso diagnóstico são de Google Meu Negócio: perfil, fotos, publicação recente, avaliações sem resposta e nota. Juntos, valem 50 pontos — metade do teto.

Para negócio local, é a categoria mais pesada da lista inteira. E é também a que mais dá para resolver sem contratar ninguém.

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