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Os 24 sinais que dizem se o seu site trabalha ou atrapalha

5 min de leitura

Todo dono de negócio já ouviu que "precisa ter presença digital". Quase ninguém ouviu como medir se a presença que ele já tem está ajudando ou atrapalhando.

A gente mede. São 24 verificações, agrupadas em 9 categorias, e cada uma tem um limite objetivo — não é opinião de quem olhou o site e achou bonito. Este texto abre a lista inteira, com os números que a gente usa. Você pode rodar boa parte por conta própria.

Por que 25 e não 3

A resposta curta: porque um site pode estar perfeito em velocidade e ainda assim não gerar um cliente por mês.

Os três problemas mais comuns que a gente encontra não são técnicos no sentido que você imagina. São: não dá para clicar no telefone pelo celular, não existe nenhum jeito de deixar contato, e o Google não sabe do que a página trata. Nenhum dos três aparece num teste de velocidade.

As 9 categorias

1. Presença — o site existe de verdade?

Não ter site é o problema de maior peso da lista inteira: 45 pontos. Não porque site seja mágico, mas porque sem ele você depende inteiramente de plataformas que não são suas.

O segundo caso é mais comum do que parece: o domínio existe, mas só redireciona para o Instagram. Vale 30 pontos. Do ponto de vista do Google, você não tem página — tem um atalho.

2. Disponibilidade e segurança

  • Site fora do ar — 30 pontos. Acontece mais do que se admite: domínio expirado, hospedagem cortada, servidor caído há semanas.
  • Sem HTTPS — 10 pontos. O navegador escreve "Não seguro" ao lado do seu endereço. O cliente não sabe o que significa, mas sabe que parece ruim.
  • Conteúdo misto — 5 pontos. O site tem cadeado, mas carrega imagens por conexão insegura. O cadeado quebra em parte dos navegadores.

3. Velocidade

A gente usa o PageSpeed Insights do próprio Google, na medição de celular — não de computador, porque é no celular que a maioria vai chegar.

  • Nota abaixo de 50: 15 pontos. É o patamar em que o cliente desiste antes de a página abrir.
  • Nota entre 50 e 80: 8 pontos. Funciona, mas perde para quem está acima.

O número que importa por trás disso é o LCP — quanto tempo até aparecer o maior elemento da tela. O Google considera bom até 2,5 segundos.

4. Celular

Site que não se ajusta ao celular vale 12 pontos. Em 2026 isso deveria ser história antiga, e ainda encontramos. O teste é trivial: abra no seu telefone. Se precisou dar zoom com dois dedos para ler, reprovou.

5. O caminho até o contato

Esta é a categoria que mais surpreende quem nos contrata.

  • WhatsApp não clicável — 12 pontos. O número está escrito na página, mas é texto. No celular, o cliente teria que decorar, sair, abrir o WhatsApp e digitar. Ele não vai.
  • Telefone não clicável — 6 pontos. Mesma história.
  • Sem formulário — 7 pontos. Quem não quer falar agora não tem como deixar o contato.

Um site rápido, bonito e sem caminho até o contato é um cartão de visita caro.

6. Encontrabilidade

  • Sem title ou meta description — 8 pontos. São as duas linhas que o Google mostra no resultado. Sem elas, ele inventa — e costuma inventar mal.
  • Sem H1 — 4 pontos. A página não declara sobre o que é.
  • Imagens sem texto alternativo — 3 pontos. Tolerância de até 3 imagens; acima disso conta.
  • Nota de SEO abaixo de 80 — 5 pontos, medida pelo Lighthouse.
  • Acessibilidade abaixo de 80 — 6 pontos. Contraste ruim, botão sem rótulo, formulário sem etiqueta. Afeta quem usa leitor de tela e afeta o ranqueamento.

7. Mensuração

  • Sem Google Analytics — 8 pontos.
  • Sem pixel da Meta — 7 pontos.

Se você já anuncia e não tem os dois, está pagando por visita que não consegue contar. É o gasto mais caro que existe: o que não dá para avaliar.

8. Sinais de abandono

  • Copyright desatualizado em dois anos ou mais — 5 pontos. Diz ao visitante que ninguém mexe naquilo desde 2023.
  • Construtor gratuito com o subdomínio da plataforma aparecendo no endereço — 5 pontos.

Nenhum dos dois quebra nada. Os dois comunicam a mesma coisa: aqui não tem ninguém.

9. Google Meu Negócio

Para negócio local, esta categoria pesa quase tanto quanto ter site.

  • Sem perfil — 20 pontos.
  • Menos de 5 fotos — 8 pontos.
  • Sem publicação há mais de 90 dias — 7 pontos.
  • Avaliações sem resposta — 10 pontos.
  • Nota abaixo de 4,0 — 5 pontos.

Como o score funciona

Cada problema encontrado soma seus pontos. O teto é 100.

E aqui está a parte contraintuitiva: quanto maior o número, pior está o site. A gente usa o score para priorizar, não para elogiar. Um negócio com score 70 tem 70 pontos de problema esperando — e é justamente onde uma intervenção rende mais.

Se o seu score der 15, ótimo: o básico está de pé e a conversa passa a ser sobre tráfego e conversão, não sobre consertar fundação.

O que você consegue medir sozinho hoje

Sem contratar ninguém, em vinte minutos:

  1. Abra o PageSpeed Insights do Google, cole seu endereço, olhe a aba de celular.
  2. Abra seu site no telefone e tente clicar no número do WhatsApp. Não abriu a conversa? Achou um problema de 12 pontos.
  3. Procure o cadeado na barra de endereço.
  4. Busque o nome da sua empresa no Google e veja o que aparece embaixo do título no resultado.
  5. Abra seu Google Meu Negócio e conte as fotos e as avaliações sem resposta.

Cinco dos vinte e quatro. Já dá para saber se o problema é fundação ou é tráfego.

O que a gente faz com os outros vinte

Rodamos automaticamente, com os mesmos limites publicados aqui, e entregamos um relatório com o que está pegando e em que ordem resolver. O diagnóstico é gratuito e leva vinte minutos da sua parte.

Não tem pegadinha: o motivo de a gente medir antes de propor é que proposta feita sem medir é chute com preço.