Os 24 sinais que dizem se o seu site trabalha ou atrapalha
Todo dono de negócio já ouviu que "precisa ter presença digital". Quase ninguém ouviu como medir se a presença que ele já tem está ajudando ou atrapalhando.
A gente mede. São 24 verificações, agrupadas em 9 categorias, e cada uma tem um limite objetivo — não é opinião de quem olhou o site e achou bonito. Este texto abre a lista inteira, com os números que a gente usa. Você pode rodar boa parte por conta própria.
Por que 25 e não 3
A resposta curta: porque um site pode estar perfeito em velocidade e ainda assim não gerar um cliente por mês.
Os três problemas mais comuns que a gente encontra não são técnicos no sentido que você imagina. São: não dá para clicar no telefone pelo celular, não existe nenhum jeito de deixar contato, e o Google não sabe do que a página trata. Nenhum dos três aparece num teste de velocidade.
As 9 categorias
1. Presença — o site existe de verdade?
Não ter site é o problema de maior peso da lista inteira: 45 pontos. Não porque site seja mágico, mas porque sem ele você depende inteiramente de plataformas que não são suas.
O segundo caso é mais comum do que parece: o domínio existe, mas só redireciona para o Instagram. Vale 30 pontos. Do ponto de vista do Google, você não tem página — tem um atalho.
2. Disponibilidade e segurança
- Site fora do ar — 30 pontos. Acontece mais do que se admite: domínio expirado, hospedagem cortada, servidor caído há semanas.
- Sem HTTPS — 10 pontos. O navegador escreve "Não seguro" ao lado do seu endereço. O cliente não sabe o que significa, mas sabe que parece ruim.
- Conteúdo misto — 5 pontos. O site tem cadeado, mas carrega imagens por conexão insegura. O cadeado quebra em parte dos navegadores.
3. Velocidade
A gente usa o PageSpeed Insights do próprio Google, na medição de celular — não de computador, porque é no celular que a maioria vai chegar.
- Nota abaixo de 50: 15 pontos. É o patamar em que o cliente desiste antes de a página abrir.
- Nota entre 50 e 80: 8 pontos. Funciona, mas perde para quem está acima.
O número que importa por trás disso é o LCP — quanto tempo até aparecer o maior elemento da tela. O Google considera bom até 2,5 segundos.
4. Celular
Site que não se ajusta ao celular vale 12 pontos. Em 2026 isso deveria ser história antiga, e ainda encontramos. O teste é trivial: abra no seu telefone. Se precisou dar zoom com dois dedos para ler, reprovou.
5. O caminho até o contato
Esta é a categoria que mais surpreende quem nos contrata.
- WhatsApp não clicável — 12 pontos. O número está escrito na página, mas é texto. No celular, o cliente teria que decorar, sair, abrir o WhatsApp e digitar. Ele não vai.
- Telefone não clicável — 6 pontos. Mesma história.
- Sem formulário — 7 pontos. Quem não quer falar agora não tem como deixar o contato.
Um site rápido, bonito e sem caminho até o contato é um cartão de visita caro.
6. Encontrabilidade
- Sem title ou meta description — 8 pontos. São as duas linhas que o Google mostra no resultado. Sem elas, ele inventa — e costuma inventar mal.
- Sem H1 — 4 pontos. A página não declara sobre o que é.
- Imagens sem texto alternativo — 3 pontos. Tolerância de até 3 imagens; acima disso conta.
- Nota de SEO abaixo de 80 — 5 pontos, medida pelo Lighthouse.
- Acessibilidade abaixo de 80 — 6 pontos. Contraste ruim, botão sem rótulo, formulário sem etiqueta. Afeta quem usa leitor de tela e afeta o ranqueamento.
7. Mensuração
- Sem Google Analytics — 8 pontos.
- Sem pixel da Meta — 7 pontos.
Se você já anuncia e não tem os dois, está pagando por visita que não consegue contar. É o gasto mais caro que existe: o que não dá para avaliar.
8. Sinais de abandono
- Copyright desatualizado em dois anos ou mais — 5 pontos. Diz ao visitante que ninguém mexe naquilo desde 2023.
- Construtor gratuito com o subdomínio da plataforma aparecendo no endereço — 5 pontos.
Nenhum dos dois quebra nada. Os dois comunicam a mesma coisa: aqui não tem ninguém.
9. Google Meu Negócio
Para negócio local, esta categoria pesa quase tanto quanto ter site.
- Sem perfil — 20 pontos.
- Menos de 5 fotos — 8 pontos.
- Sem publicação há mais de 90 dias — 7 pontos.
- Avaliações sem resposta — 10 pontos.
- Nota abaixo de 4,0 — 5 pontos.
Como o score funciona
Cada problema encontrado soma seus pontos. O teto é 100.
E aqui está a parte contraintuitiva: quanto maior o número, pior está o site. A gente usa o score para priorizar, não para elogiar. Um negócio com score 70 tem 70 pontos de problema esperando — e é justamente onde uma intervenção rende mais.
Se o seu score der 15, ótimo: o básico está de pé e a conversa passa a ser sobre tráfego e conversão, não sobre consertar fundação.
O que você consegue medir sozinho hoje
Sem contratar ninguém, em vinte minutos:
- Abra o PageSpeed Insights do Google, cole seu endereço, olhe a aba de celular.
- Abra seu site no telefone e tente clicar no número do WhatsApp. Não abriu a conversa? Achou um problema de 12 pontos.
- Procure o cadeado na barra de endereço.
- Busque o nome da sua empresa no Google e veja o que aparece embaixo do título no resultado.
- Abra seu Google Meu Negócio e conte as fotos e as avaliações sem resposta.
Cinco dos vinte e quatro. Já dá para saber se o problema é fundação ou é tráfego.
O que a gente faz com os outros vinte
Rodamos automaticamente, com os mesmos limites publicados aqui, e entregamos um relatório com o que está pegando e em que ordem resolver. O diagnóstico é gratuito e leva vinte minutos da sua parte.
Não tem pegadinha: o motivo de a gente medir antes de propor é que proposta feita sem medir é chute com preço.